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  • Eduardo

Ergonomia no Homestudio 1

Todos que tem um estúdio em casa, sabem que facilmente passamos 6, 8 ou mais horas dentro dele seja gravando, tocando, editando, estudando ou o que quer que seja a atividade desenvolvida. Afinal é um trabalho e essa jornada não é de se estranhar.

Quem trabalha em estúdio também sabe que ele é um sumidouro de dinheiro, pois sempre está se buscando algo melhor e o foco vai ser sempre em instrumentos, equipamentos, programas, plugins, enfim, aquilo que de alguma forma te faz obter um resultado melhor naquilo que está produzindo.

Um outro fator é que em geral trabalhamos sozinhos e portanto não temos ninguém para nos orientar em alguns assuntos como a ergonomia. Em uma empresa maior, existem especialistas dedicados ao assunto, que estudam e pesquisam sobre as melhores condições ergonômicas de trabalho, mas nós? em casa? Uhn! passou longe!! Quem dirá então de ter um estúdio projetado por alguém que se preocupa com esses detalhes? O que geralmente acontecer é que a atividade nasce com os recursos mais ínfimos possíveis que podemos imaginar. Isso é fato!

Essa é para os locutores como eu: Quem já não ouviu aquela orientação de se gravar dentro de um armário ou closet, debaixo do cobertor e assim vai? Eu já fiz tá? E muitas vezes é o único recurso que temos no momento.

A questão é que depois que se começa desta forma, mesmo estando em casa, sabemos que tudo é possível, queremos produzir e aí o negócio é investir em outras coisas mais importantes. Cadeira ergonômica? Mesa? Monitor? ....rs pois é ... quem nunca passou por isso não é?

Eu não quero ser entendido como crítico, pois também comecei assim. É praticamente inevitável, porém levanto isso como um alerta, pois temos que estar atentos ao nosso corpo, aos pequenos sinais de dor ou desconforto e procurar o motivo. Eu sei que aí já pode ser tarde, pois o estrago já pode ter sido feito, mas como é um item que, em geral, é renegado a segundo ou terceiro plano, vale o alerta. E na primeira chance que puder, olhe para este seu cantinho e procure investir nesses itens, porque pode não parecer, mas eles também estão total e diretamente relacionados ao seu produto, já que podem tirar sua atenção, dificultar o seu fluxo de trabalho de alguma forma e uma série de consequências que advém da falta de atenção ou problemas com a ergonomia.

Com essa rápida introdução, eu quero mostrar agora algumas das soluções, umas até bem criativas que passei a usar em meu estúdio para facilitar a minha vida.


Neste blog eu quero começar com o Mouse. Então vamos lá.


Mouse


Esse é um item super importante, pois estamos basicamente 100% do tempo com uma das mãos sobre ele quando estamos no computador. Estamos mexendo o pulso, os dedos, enfim, quase toda a articulação da mão está envolvida e por este motivo há que se ter atenção a este item.

Eu utilizo um iMac em meu estúdio e portanto acabo usando o Magic Mouse da Apple, que diga-se de passagem, é um equipamento incrível. Eu tenho o meu desde 2013 e

a única coisa que faço é trocar as pilhas. Além disso é um equipamento fantástico em termos de recursos, pois a sua superfície superior é um pad com o qual você ganha uma gama de recursos de movimentos incrível. Então não há reclamação quanto a isso. O probleminha deste carinha, para mim, é seu tamanho.

Ele tem 20 mm (2cm) de altura e você não fica com a palma da mão apoiada sobre ele. A sua movimentação é bem delicada e feita basicamente com as ponta dos dedos. Com o tempo comecei a sentir uma dor na região do pulso, próximo àquelas almofadinhas da palma da mão, pois é onde ficava apoiada parte do meu baço.

Tá, eu sei que você vai dizer que tem a cadeira, a altura do mouse, etc que podem gerar este problema, mas a minha avaliação de meu posto de trabalho, com os recursos que eu tinha no momento, me levaram ao mouse.

Após uma pesquisa, eu fiquei inclinado a tentar um track ball, mais especificamente o

Kensington como o da foto ao lado.

Já que ele é usado em diversos estúdios famosos, deve ser algo de excelente qualidade e que valha a pena. E não tenho dúvida, pois os reviews dele são ótimos, mas o preço não é dos mais atraentes. Contudo, passou a ser minha referência: Ele tem 4 botões programáveis e um anel de rolagem (ao redor da esfera) além da própria esfera.


E nas minhas buscas acabei encontrando o Logitech MX Ergo que me chamou bastante a atenção.

Ele possui nada mais, nada menos que 8 botões configuráveis, incluindo os dois habituais; tem uma ergonomia bastante aceitável; transmite com Bluetooth ou WiFi e a bateria dele dura séculos!!

Estas vantagens e outras informações como algumas configurações que eu uso com ele, eu mostro no vídeo abaixo, pois se fosse escrever tudo sobre esse carinha aqui, o texto ficaria enorme.

Então, sugiro que assista ao vídeo com atenção e tire suas conclusões.

O valor dele é mais acessível, talvez ainda alto para um mouse (de R$ 300 a R$500), mas tirando aquele pensamento de desprezo a estes itens, acaba sendo um investimento bastante aceitável.


Já vou avisando que não sou patrocinado pela Logitech e nem sou revendedor. Apenas um usuário satisfeito com um produto que melhorou, e muito, meu fluxo de trabalho, não apenas no fator ergonômico, mas também facilitando por meio dos recursos que o equipamento oferece.



Bom, para os próximos blogs eu tenho outros itens para mostrar como os suportes do teclado e do mouse e suporte de monitor secundário.


Até mais.







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